Pauta do reajuste para o Salário Mínimo Regional teve primeira reunião entre Governo, empresários e trabalhadores no RS

O Governo do Rio Grande do Sul realizou nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, a primeira rodada de negociações entre entidades empresariais e representantes dos trabalhadores para definir o índice de reajuste do Salário-Mínimo Regional de 2026. O encontro ocorreu sob mediação da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, conforme o rito previsto no Decreto nº 57.502, de 12 de março de 2024, que instituiu o Comitê de Política de Valorização do Piso Salarial do Estado.

A reunião marcou o início oficial do calendário de debates e abriu espaço para a apresentação das primeiras propostas das partes envolvidas. Estão previstas ao todo três rodadas de negociação, com o objetivo de buscar consenso até o encontro final, agendado para 10 de março. Caso não haja acordo, a Secretaria deverá elaborar um relatório conclusivo e encaminhá-lo à Casa Civil até 30 de março de 2026, para posterior deliberação do governador e envio de projeto de lei à Assembleia Legislativa com os novos valores das faixas salariais, que deverão vigorar a partir de 1º de maio de 2026.

Propostas das centrais sindicais apresentadas na mesa

Durante a primeira reunião, as centrais sindicais apresentaram uma proposta unificada de reajuste e de fortalecimento da política permanente do piso regional. Entre os principais pontos defendidos estão:
• Reajuste total de 15,98% a partir de maio de 2026;
• Inclusão do piso regional na Constituição Estadual, com critérios permanentes de reajuste baseados no crescimento econômico e na inflação;
• Garantia do piso como vencimento mínimo aos servidores públicos estaduais, incorporando o dispositivo à legislação.

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, que integra a comissão das centrais sindicais na mesa de negociação, destacou que a proposta foi construída coletivamente e dialoga com o cenário econômico e social do estado. Segundo ele, dados do Novo CAGED apontam a criação de 1,62 milhão de novos postos de trabalho no Rio Grande do Sul em 2025, o que reforça, na avaliação das entidades laborais, o impacto positivo da valorização salarial sobre o consumo e a economia.

Vidor também ressaltou o peso das despesas essenciais no orçamento das famílias gaúchas. Pesquisa recente da Serasa indica que mais da metade da renda familiar é destinada a gastos como alimentação, moradia e serviços, com 53% dos entrevistados relatando dificuldade para manter as contas em dia. O custo individual médio mensal estimado é de R$ 3.360, valor superior aos pisos atualmente praticados nas cinco faixas do salário mínimo regional.

Comparativo com estados vizinhos entra no debate

Outro ponto levado à mesa pelas lideranças sindicais foi o comparativo com Santa Catarina e Paraná, estados que também adotam pisos regionais. Entre 2019 e 2025, os reajustes acumulados foram de 61,11% em Santa Catarina e 49,40% no Paraná. No mesmo período, o Rio Grande do Sul soma 44,63%, considerando o reajuste aplicado em maio de 2025.

No caso paranaense, foi destacado que o estado já firmou acordo para 2026 por meio de composição tripartite no Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Renda. O reajuste do Grupo 1 foi de 6,12%, e o Paraná passou a registrar o maior salário mínimo regional inicial do país, fixado em R$ 2.105,34.

Piso regional como referência para negociações

Para o presidente da CTB-RS, Rodrigo Callais, o salário mínimo regional tem papel estratégico na distribuição de renda e na valorização do trabalho. Ele afirmou, durante o debate, que o percentual de 15,98% proposto pelas centrais busca recompor o poder de compra do piso, que, quando foi instituído em 2001, equivalia a 1,28 do salário mínimo nacional.

Callais também ressaltou que o piso regional não beneficia apenas os trabalhadores diretamente vinculados a ele, mas serve de referência para negociações coletivas de diversas categorias profissionais. “O salário mínimo regional influencia acordos e convenções coletivas e acaba repercutindo positivamente para um conjunto maior de trabalhadores”, avaliou.

Com a realização da primeira rodada, as negociações seguem nas próximas semanas, mantendo no centro do debate a construção de uma política permanente de valorização do trabalho no Rio Grande do Sul, associada ao crescimento econômico, à geração de empregos e à preservação do poder de compra das famílias gaúchas.

Movimento sindical prepara ofensiva para enterrar a escala 6×1 em 2026

O sindicalismo brasileiro inicia o ano de 2026 com a meta unitária de mobilizar a classe trabalhadora para conquistar a redução da jornada de trabalho e o fim da exaustiva escala 6×1. Fortalecidos pelos recentes acenos do governo federal, dirigentes sindicais planejam uma “grande onda nacional” para converter o debate em lei ainda neste primeiro semestre, aproveitando a janela política do ano eleitoral.

De acordo com lideranças sindicais ouvidas pelo Portal Vermelho, o cenário mudou drasticamente após o presidente Lula sinalizar que a economia brasileira está madura para essa transformação. Durante café com jornalistas em dezembro passado, Lula foi enfático: “O país está pronto e a economia está pronta para o fim da escala 6×1”. O presidente, contudo, convocou os sindicatos à ação, defendendo que a iniciativa deve vir de um processo de mobilização da sociedade.

A ministra Gleisi Hoffmann reforçou o coro em coletiva nesta semana e tratou o tema como “prioridade do governo federal” para 2026, destacando que a medida significa melhoria da qualidade de vida, e soma-se a conquistas como o aumento do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda.

Plano de mobilização unitária

Para Guiomar Vidor, presidente da Federação dos Comerciários do Rio Grande do Sul (Fecosul/CTB-RS), o novo posicionamento do Planalto é um divisor de águas. “O governo se reposicionou de forma extremamente positiva. O próprio ministro Luiz Marinho, que antes focava na negociação coletiva, agora assume esta como uma das principais bandeiras do governo federal para 2026”, afirmou.

Vidor aponta que, embora o setor progressista seja minoria no Congresso Nacional, a “maioria política na sociedade” é o trunfo para aprovar a mudança. No Rio Grande do Sul, o plano de luta já tem data: março, quando as campanhas salariais de 650 mil comerciários colocarão o fim da escala 6×1 no centro da pauta. O dirigente defende a unidade entre as centrais e o apoio ao PL 67/2025, da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), que estabelece a escala 5×2 com 40 horas semanais. “Temos que trazer o conjunto da sociedade, porque este não é um problema só da classe trabalhadora”, alerta Vidor.

Produtividade e Justiça Social

Um dos principais argumentos do movimento sindical contra o discurso patronal é o salto de produtividade gerado pela tecnologia. Vidor destaca que a introdução da Inteligência Artificial e dos caixas de autoatendimento (self-checkout) aumentou o lucro líquido das empresas, reduzindo a necessidade de mão de obra intensiva. “Existe hoje uma massa crítica suficiente para reduzir a jornada. Muitas empresas já adotam o 5×2 por compreenderem a necessidade de o trabalhador ter tempo para descanso, família e qualificação”, explica o dirigente.

A histórica luta pela redução da jornada de trabalho

Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo e da União Geral dos Trabalhadores (UGT), trouxe uma perspectiva histórica à luta, lembrando que a reivindicação por redução de jornada remonta à Greve Geral de 1917. Ele recorda que, na Constituinte de 1988, a jornada caiu de 48 para 44 horas, mas que oportunidades posteriores foram perdidas por falta de consenso entre o movimento. “Agora o momento é de unidade e de não recuar”, afirmou Patah.

Para o dirigente, o fim da escala 6×1 é um imperativo ético, especialmente numa cidade como São Paulo, onde a maioria dos 600 mil comerciários é majoritariamente de mulheres. “Essas trabalhadoras levam uma hora e meia para ir e outra para voltar. No único dia de folga, continuam trabalhando em casa. Muitas são chefes de família. É uma questão que vai além da economia, é uma mudança cidadã e de inclusão”, destacou.

Projetos que avançam no Congresso

Atualmente, o Congresso Nacional fervilha com propostas que visam alterar a jornada de trabalho. Embora existam mais de uma dezena de projetos apensados ou tramitando em paralelo, o “plano de voo” no legislativo em 2026 concentra-se em três frentes estratégicas:

A PEC 148/2015 (Senado Federal) de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), é considerada a mais avançada. Após ser aprovada na CCJ do Senado em dezembro de 2025, a proposta que reduz gradualmente a jornada para 40 horas ganhou tração e está pronta para o Plenário. O governo busca usá-la como base para um acordo político que pacifique o setor empresarial através de uma transição escalonada. Outra alternativa é a PEC 8/2025 (Câmara dos Deputados) da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). A proposta foi o combustível popular que incendiou o debate nas ruas em 2024 e 2025. Tem como foco a proibição constitucional do modelo de seis dias de trabalho por um de descanso, forçando a adoção de escalas mais humanas como a 5×2 ou 4×3. A terceira opção é o PL 67/2025 (Câmara dos Deputados) de autoria da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), que foca na alteração direta da CLT. É a aposta da CTB e de setores da esquerda para uma tramitação mais ágil, pois, por ser um Projeto de Lei, não exige o quórum qualificado e o rito rigoroso de uma Emenda à Constituição para mudar regras infraconstitucionais da jornada de 8 horas.

Redução da jornada é plenamente possível

De todo modo, a viabilidade de redução da jornada de trabalho já é testada na prática por grandes redes e setores específicos, como hotéis e supermercados, que começaram a implementar o modelo 5×2. Com o apoio do Ministério do Trabalho, que classifica a aprovação em 2026 como “plenamente possível”, os sindicatos agora focam em transformar a indignação das redes sociais em mobilização nas ruas para fazer pressão política sobre os parlamentares em ano de eleição.

SINTRAHG garante ganho real nos salários e avanços em benefícios na Convenção Coletiva 2025/2026

O Sindicato dos Trabalhadores em Hotelaria e Gastronomia de Gramado (SINTRAHG) concluiu a negociação da Convenção Coletiva 2025/2026 com importantes conquistas para a categoria, assegurando reajustes acima da inflação, valorização dos pisos salariais e melhorias nos benefícios sociais.

Após um processo de negociação baseado no diálogo e na participação dos trabalhadores — que envolveram assembleias e consulta virtual com cerca de mil respostas — o acordo aprovado reforça a importância da mobilização coletiva e do fortalecimento sindical na cidade que mais cresce no turismo nacional.

Ganho real acima da inflação para quem faz o turismo acontecer

O salário normativo (piso) passa a ser de R$ 1.925,00, resultado de um reajuste de 6,9%, sendo 2,41% de ganho real, acima da inflação medida pelo INPC.

O salário de ingresso para contrato de experiência também foi corrigido para R$ 1.636,25, garantindo valorização desde o primeiro dia de trabalho.

Para os trabalhadores que ganham acima do piso, o reajuste acordado será de 5%, o que representa 0,51% de aumento real — uma conquista importante em um setor que vem apresentando forte recuperação econômica.

Benefícios também foram ampliados

Além dos salários, o SINTRAHG conquistou melhorias nos auxílios sociais:
• Auxílio material escolar: R$ 149,12
• Auxílio creche: R$ 134,20

Ambos os valores foram reajustados para acompanhar o aumento do custo de vida e apoiar as famílias dos trabalhadores da hotelaria e gastronomia.

Além dos valores econômicos, a negociação consolidou conquistas importantes na organização da jornada de trabalho:

  • Banco de horas reduzido para 12 meses

O prazo para compensação voltou para 12 meses, reduzindo a margem anterior de 18 meses que havia sido adotada em caráter excepcional durante a pandemia. A medida devolve previsibilidade e maior segurança ao trabalhador.

  • Anuênio e Triênio

Nos dois primeiros anos de contrato, o trabalhador passa a ter direito ao anuênio. A partir do terceiro ano, segue a regra tradicional do triênio, que reconhece o tempo de casa e a experiência acumulada.

  • Folgas a cada sete dias

Aqui houve uma conquista importante no acordo, que significa mais tempo para viver: a partir da nova CCT, fica garantida a obrigatoriedade da concessão de folga dentro de um período máximo de sete dias, conforme a OJ 410 da SBDI-1 do TST. A regra vale inclusive na semana em que o trabalhador tenha folga no domingo, trazendo maior proteção ao descanso semanal.

  • Regras para feriados

Para o trabalho em feriados, ficam asseguradas duas garantias:

  • Pagamento com adicional de 100%, quando houver pagamento;
  • Ou folga compensatória, uma para cada feriado trabalhado, devendo ser concedida em até 120 dias.

União que gera resultados

Para o SINTRAHG, o acordo representa uma vitória coletiva: “Cada avanço conquistado é resultado direto da união da categoria. Quando trabalhadoras e trabalhadores participam, opinam e se mobilizam, a negociação ganha força — e os resultados aparecem”, destaca o presidente do SINTRAHG, Rodrigo Callais.

A data-base da categoria é 1º de novembro, e a Convenção Coletiva 2025/2026 reafirma o compromisso do SINTRAHG com a melhoria das condições de trabalho, justiça salarial e valorização de quem faz a hotelaria e gastronomia de Gramado serem referência nacional.

Plebiscito Popular mobiliza mais de 2 milhões e garante vitória no Congresso Nacional

A força da mobilização popular e sindical mais uma vez fez história no Brasil. O Plebiscito Popular por um Brasil mais Justo e Soberano, organizado por uma ampla frente de movimentos, centrais sindicais e entidades da sociedade civil — entre elas, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) — reuniu mais de 2 milhões de votos em todo o país e foi decisivo para pressionar o Congresso Nacional, garantindo a aprovação de medidas que ampliam a justiça tributária e fortalecem os direitos da classe trabalhadora.

Durante mais de três meses de mobilização, urnas físicas e digitais foram instaladas em praças, escolas, locais de trabalho e sedes sindicais de todo o Brasil. O resultado foi expressivo: 2.118.419 votos registrados, demonstrando que o povo brasileiro quer um país mais justo, solidário e comprometido com quem vive do trabalho.

Voz do povo que ecoou no Congresso

A mobilização popular não ficou apenas no campo simbólico. Poucos dias após a conclusão do plebiscito, o Congresso Nacional aprovou o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, além de criar uma tributação mais justa sobre as grandes rendas.

Para a CTB, esse resultado foi uma vitória direta da pressão popular e da unidade das centrais sindicais, que mostraram que a luta organizada é capaz de transformar a realidade.

“O plebiscito foi um instrumento de democracia direta e um poderoso recado ao Congresso: o povo quer justiça social e valorização do trabalho. Essa conquista é fruto da mobilização e da consciência política da classe trabalhadora”, destacou Rodrigo Callais, presidente da CTB RS.

Redução da jornada é o próximo passo

Além da reforma tributária mais justa, o plebiscito também pautou outra bandeira histórica do movimento sindical: a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6×1.
A proposta, que tramita no Congresso Nacional por meio do PL 67/2025, de autoria da deputada federal Daiana Santos (PCdoB/RS), busca garantir dois dias consecutivos de descanso por semana, promovendo mais saúde, tempo de convivência familiar e qualidade de vida para os trabalhadores.

“O trabalho deve servir à vida, e não o contrário. A CTB continuará mobilizada pela aprovação da jornada 5×2 e pelo fim do modelo exaustivo que compromete a saúde e o bem-estar dos trabalhadores”, reforçou Callais.

Democracia participativa e poder popular

Para a CTB RS, o plebiscito popular representou um novo capítulo da democracia participativa no Brasil. Mais do que uma consulta simbólica, foi um exemplo de construção coletiva e de diálogo direto com o povo brasileiro, que reafirmou o papel estratégico do movimento sindical na formulação de políticas públicas.

“A luta pela taxação dos super-ricos e pela redução da jornada expressa o espírito da nossa Central: defender o trabalho, a renda e a soberania nacional. É assim que construímos um Brasil mais justo e solidário”, afirmou Guiomar Vidor, vice-presidente da CTB Nacional.

Unidade e mobilização permanente

Com o resultado concreto no Congresso e o fortalecimento da pauta trabalhista, a CTB RS reafirma seu compromisso de seguir mobilizando suas bases, construindo alianças com outras centrais e entidades, e mantendo viva a chama da organização popular que fez o plebiscito acontecer.

A vitória alcançada demonstra que quando o povo se organiza, o Brasil avança — e que a voz das trabalhadoras e trabalhadores segue sendo o verdadeiro motor da transformação social.

SINTRAHG inicia Campanha Salarial 2025/2026 com participação da categoria; primeira negociação será no dia 21/10

O Sindicato dos Trabalhadores em Hotelaria e Gastronomia de Gramado (SINTRAHG) deu início à Campanha Salarial 2025/2026 com uma demonstração de unidade e participação da categoria. O processo começou com a realização da Assembleia Geral, no dia 15 de setembro, na sede da entidade, onde foi debatida e aprovada uma pauta abrangente de reivindicações. Após a assembleia, o sindicato abriu uma consulta virtual para que a categoria pudesse escolher as prioridades entre os itens definidos coletivamente. O processo, que se encerrou no dia 15 de outubro, consolidou um modelo de construção democrática que tem se tornado marca das campanhas do SINTRAHG.

A pauta de reivindicações da categoria já foi entregue aos patrões e a primeira rodada de negociações deverá ocorrer na próxima terça-feira, 21/10.

As cinco reivindicações mais votadas foram:

•⁠ ⁠Aumento real de salários – reajuste de 3% acima da inflação;
•⁠ ⁠Salário mínimo profissional – fixação em R$ 2 mil;
•⁠ ⁠Trabalho aos domingos – garantia de folga remunerada em pelo menos um domingo por mês. Na semana na qual o trabalhador tiver folga semanal no domingo, terá direito a outra folga na mesma semana e, no caso das mulheres, folga dominical em sistema de um domingo sim, outro não;
•⁠ ⁠Horas extras – pagamento com adicional de 75% nas duas primeiras horas e 120% nas demais;
•⁠ ⁠Adicional de tempo de serviço (anuênio) – acréscimo de 1% ao ano sobre o salário base.

Outras propostas também receberam destaque

Além das prioridades principais, os trabalhadores e trabalhadoras também valorizaram outras propostas da pauta, que reforçam a proteção e a valorização da categoria, como:

•⁠ ⁠Adicionais de assiduidade e pontualidade – 10% sobre o salário base;

•⁠ ⁠Auxílio creche: 10% sobre o salário base do trabalhador e da trabalhadora para cada filho até a idade de 5 anos e 11 meses

•⁠ ⁠Auxílio-alimentação – no valor mínimo de R$ 50 por dia trabalhado, para empresas que não fornecem refeição;

•⁠ ⁠Auxílio-estudante – R$ 500 anuais para custeio de estudos, pagos em julho;

•⁠ ⁠Auxílio-material escolar – ajuda de 10% sobre o salário base para quem tem filhos no ensino fundamental ou médio, paga até fevereiro;

•⁠ ⁠Abono de faltas – até cinco faltas sem desconto por semestre, em caso de acompanhamento de filhos de até seis anos em consultas ou internações, mediante comprovação.

Negociações e mobilização

Com a pauta definida e legitimada pela base, o sindicato agora se prepara para uma nova etapa: as mesas de negociação com o setor patronal. A expectativa é de diálogo, mas também de firmeza na defesa dos direitos e da valorização dos profissionais que movem o turismo e a economia de Gramado.

Ele ressaltou que a campanha deste ano também se conecta às lutas nacionais da classe trabalhadora, como o fim da escala 6×1, que significa a redução da jornada sem redução dos salários. “É mais tempo pra viver”, destaca Callais. “Já obtivemos uma grande vitória, com a aprovação na Câmara dos Deputados do projeto do governo Lula que garante a a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e desconto para quem ganha até R$ 7,35 mil”, concluiu.

Participação e unidade

A direção do SINTRAHG avaliou positivamente o processo até o momento, destacando que o engajamento da categoria reflete o reconhecimento da importância da luta coletiva para avançar em condições de trabalho, renda e dignidade.

Ita Brasil é campeã da 32ª edição do Campeonato de Futsal da Hotelaria e Gastronomia de Gramado

Na tarde desta terça-feira, 23 de setembro, o Ginásio Perinão foi palco da grande decisão do XXXII Campeonato de Futsal da Hotelaria e Gastronomia de Gramado, competição tradicional que mais uma vez mobilizou os trabalhadores em jogos marcados por integração, saúde e espírito esportivo.

Disputa pelo terceiro lugar

A rodada decisiva começou com a disputa pelo terceiro lugar, em uma partida equilibradíssima entre as equipes Mamma Mia e De Melo/Tempero de Gramado. Em um jogo de muitos gols e fortes emoções, a equipe Mamma Mia levou a melhor, vencendo pelo placar de 6 a 5 e garantindo seu lugar no pódio.

A grande final

Na sequência, foi a vez da final, que reuniu as equipes Ita Brasil e Tour de France. No tempo normal, o jogo terminou empatado em 2 a 2, em uma partida marcada por intensidade e equilíbrio.

A decisão então foi para os pênaltis, onde a equipe Ita Brasil mostrou mais eficiência e sangue frio, vencendo por 5 a 4 e conquistando o título de campeã da edição 2025 do campeonato.

Tradição e integração

Promovido pelo SINTRAHG, o campeonato se consolida como uma das principais atividades esportivas da região, reunindo cerca de 100 atletas e proporcionando momentos de lazer, confraternização e valorização da categoria da hotelaria e gastronomia de Gramado.

Para o presidente do SINTRAHG, Rodrigo Callais, o evento reafirma seu papel histórico no calendário esportivo da cidade: “Esse é um dos principais campeonatos esportivos de Gramado e já faz parte da identidade da nossa categoria. Mais do que a disputa, o campeonato é um espaço de integração, saúde e lazer, fortalecendo os laços entre trabalhadores que fazem a hotelaria e gastronomia de Gramado serem referência nacional.”

Premiações:

Além da consagração da Ita Brasil como campeã, o torneio também destacou atletas e equipes que brilharam ao longo da competição:

Campeã: Ita Brasil
Vice-campeã: Tour de France
3º Lugar: Mamma Mia
Equipe mais disciplinada: Ita Brasil
Goleiro menos vazado: Anderson Alves “Farelo” (Ita Brasil)
Goleador: Raymond (Ita Brasil), com 11 gols marcados

CTB RS declara apoio à recondução de Paulo Paim ao Senado em 2026

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil do Rio Grande do Sul (CTB RS), junto às demais centrais sindicais, CUT, Força Sindical, UGT, CSB, Nova Central e Pública, manifestou oficialmente seu apoio à candidatura à reeleição do senador Paulo Paim (PT-RS) para o Senado Federal nas eleições de 2026.

O anúncio foi feito após uma reunião realizada nesta quarta-feira (17/09) com o deputado estadual Valdeci Oliveira, presidente do PT gaúcho. O encontro teve como objetivo consolidar o apoio do Fórum das Centrais Sindicais à recondução de Paim, destacando sua relevância como liderança histórica da classe trabalhadora, dos aposentados e do movimento sindical.

Apoio estratégico em um cenário decisivo

Para as centrais, as eleições de 2026 serão decisivas não apenas para a manutenção de um governo progressista com a reeleição do presidente Lula, mas também para a formação de uma base sólida no Congresso Nacional – especialmente no Senado – que possa sustentar as transformações sociais e econômicas necessárias ao país.

Nesse contexto, a reeleição de Paulo Paim assume papel estratégico. Como afirma o documento conjunto assinado pelas entidades, “sem uma bancada sólida e comprometida, torna-se inviável enfrentar os ataques das forças conservadoras e sustentar os avanços que melhoram a vida do povo trabalhador”.

Uma trajetória de coerência e compromisso com a classe trabalhadora

A nota pública elaborada pelas centrais, federações e sindicatos ressalta a atuação de Paim como uma voz firme na defesa de pautas essenciais para os trabalhadores e trabalhadoras. Entre os destaques de sua atuação no Senado estão:

•   A defesa da redução da jornada de trabalho sem redução de salários;
•   A luta pela isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil;
•   A proposta de taxação das grandes fortunas;
•   O enfrentamento à reforma trabalhista, com propostas legislativas para recuperar direitos perdidos;
•   O combate à discriminação racial e a promoção da justiça social .

“Paulo Paim tem trajetória marcada pela ética, pela coerência e pela defesa intransigente da dignidade de quem vive do próprio trabalho”, afirma a nota.

Pela construção de uma frente ampla progressista

Além da viabilidade eleitoral, as centrais reforçam que a candidatura de Paim pode contribuir significativamente para a construção de uma grande frente ampla progressista, unificada na defesa de um projeto de país soberano, justo e democrático – também no Rio Grande do Sul, na disputa pelo governo do estado.

“Estamos com Paim porque ele sempre esteve conosco. Reeleger o senador é fortalecer a democracia e o campo popular”, declarou o presidente da CTB RS, Rodrigo Callais.

Além das centrais, diversas federações e sindicatos de trabalhadores do Rio Grande do Sul também assinam a nota (veja abaixo).

Trabalhadores e trabalhadoras da hotelaria e gastronomia de Gramado aprovam pauta da Campanha Salarial 2025

O SINTRAHG – Sindicato dos Trabalhadores em Hotelaria e Gastronomia de Gramado realizou na última segunda-feira, 15/9, sua Assembleia Geral da Campanha Salarial 2025. A atividade, que aconteceu na sede do sindicato, debateu e aprovou os principais eixos da pauta de reivindicações.

Além do debate político e sindical, o evento teve um momento de descontração com o sorteio de brindes entre os presentes, reforçando o clima de acolhimento e reconhecimento aos trabalhadores e trabalhadoras que constroem a luta coletiva.

Consulta virtual definirá prioridades

A pauta aprovada em assembleia agora será submetida a uma consulta virtual, em que os trabalhadores e trabalhadoras poderão eleger cinco prioridades dentre as propostas apresentadas. A iniciativa visa garantir ampla participação da base e tornar o processo ainda mais democrático e representativo.

Entre os principais itens da pauta estão:

  • Aumento real de salários: reajuste de 3% acima da inflação
  • Salário mínimo profissional: reajuste para R$ 2 mil
  • ⁠Adicional por tempo de serviço: anuênio de 1% (ao ano)
  • Adicional de assiduidade: adicional de 10% sobre seu salário base
  • ⁠Adicional de pontualidade: adicional de 10% sobre seu salário base
  • Auxílio creche: 10% sobre o salário base do trabalhador e da trabalhadora para cada filho até a idade de 5 anos e 11 meses
  • Auxílio-alimentação: sob forma de ticket, cartão ou vale em dinheiro – não inferior a R$ 50 por dia efetivo de trabalho. Aplica-se para empresas que não fornecem alimentação
  • Auxílio-estudante: R$ 500,00 para as despesas de ensino aos trabalhadores estudantes, a ser pago no mês de julho
  • Auxílio-material escolar: ajuda de custo de 10% sobre o salário base da categoria para trabalhadores que tenham filhos cursando ensino fundamental ou médio, a ser pago até o final de fevereiro
  • ⁠Abono das faltas: as empresas deverão abonar até 5 faltas por semestre de seus trabalhadores em caso de acompanhamento do filho de até 6 anos em consulta médica ou internação hospitalar, isto com comprovação em até 48 horas
  • Horas extras ou serviço extraordinário: será pago com adicional de 75% para as duas primeiras horas e com o adicional de 120% para as demais
  • ⁠Trabalho aos domingos: as empresas deverão conceder aos trabalhadores e as trabalhadoras a folga semanal remunerada aos domingos, em pelo menos um domingo por mês. Na semana na qual o trabalhador tiver folga semanal no domingo, terá direito a outra folga na mesma semana. A folga, no caso das mulheres, deverá ocorrer, pelo menos, em um domingo sim e um não.

Início das negociações

Segundo o presidente do SINTRAHG, Rodrigo Callais, também fará parte da campanha a luta geral dos trabalhadores e das trabalhadoras do Brasil, com prioridade para o fim da escala 6×1 – a redução da jornada sem redução salarial e a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil.

Ele informou que as negociações com o setor patronal devem iniciar nas próximas semanas, após a conclusão da consulta virtual. A expectativa da entidade é que o processo seja pautado pelo respeito às demandas da categoria e que haja avanços reais na valorização profissional e na melhoria das condições de trabalho.

“A mobilização começa agora. A assembleia foi o primeiro passo, mas a participação na consulta virtual é fundamental para garantirmos uma pauta forte e representativa”, destacou o presidente do SINTRAHG, Rodrigo Callais.

“O sindicato continuará atualizando a categoria por seus canais oficiais e reforça que a unidade dos trabalhadores é o principal instrumento para a conquista de direitos”, acrescentou.

Vem aí a 32ª edição do Campeonato de Futsal da Hotelaria e Gastronomia de Gramado

No dia 19 de agosto de 2025, o Ginásio Perinão será palco da abertura do XXXII Campeonato de Futsal da Hotelaria e Gastronomia de Gramado, um dos eventos esportivos mais tradicionais e aguardados da cidade.

A competição reunirá seis equipes e cerca de 100 atletas, representando diferentes empresas e estabelecimentos do setor, prometendo disputas emocionantes e momentos de integração entre os trabalhadores.

Os jogos acontecerão sempre às terças e quintas-feiras, no horário das 15h50 às 18h, proporcionando à comunidade e aos torcedores a oportunidade de acompanhar de perto partidas cheias de talento, garra e espírito esportivo.

O campeonato, promovido pelo SINTRAHG, valoriza o lazer, a saúde e a união da categoria, fortalecendo o vínculo entre os profissionais que fazem da hotelaria e gastronomia de Gramado uma referência nacional.

📍 Local: Ginásio Perinão
📅 Início: 19/08/2025
⏰ Horário: 15h50 às 18h

SINTRAHG promove articulação regional para lançamento do Plebiscito Popular na Região das Hortênsias

Nesta segunda-feira, 14 de julho, às 14h, a sede do SINTRAHG (Sindicato dos Trabalhadores em Hotelaria e Gastronomia de Gramado e Região) foi palco de um importante encontro entre sindicatos da Região das Hortênsias para organizar o lançamento do Plebiscito Popular pela Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e pela Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas semanais.

Estiveram presentes representantes de sete sindicatos: SINTRAHG, Sindicato Hoteleiro de Canela, Sindicomerciários de Canela e de Gramado e Região, Sindicato dos Metalúrgicos de Gramado, Canela e Região, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canela, SETH Canela (Sindicato dos Trabalhadores do Turismo e Hospitalidade de Canela) e o Sindicato da Indústria e Construção Mobiliária de Gramado.

Durante o encontro, foram debatidas estratégias de mobilização e definida a data de lançamento do plebiscito na região: dia 28 de julho, às 19h, na sede do SINTRAHG. O momento marcará o início de uma ampla campanha regional de conscientização e coleta de votos.

Também foram definidas as primeiras ações de mobilização com urnas físicas:

  • 19 de julho, às 9h, na Feirinha Ecológica de Canela
  • 19 de julho, às 13h, na Praça de Canela
  • 20 de julho, às 15h, no Lago de Canela

Além disso, todos os sindicatos envolvidos disponibilizarão urnas de votação em suas respectivas sedes, fortalecendo a capilaridade da campanha na região.

O SINTRAHG reafirma seu compromisso com a mobilização popular e com a defesa de pautas que promovam justiça fiscal e melhores condições de vida e trabalho para a classe trabalhadora.

IMAGENS: Martina Barboza

SINTRAHG
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