País foi incluído em lista preliminar com 40 nomes, suspeito de desrespeitar convenção sobre negociação coletiva e sindicalização.

Nos últimos anos, o Brasil se tornou frequentador assíduo das listas de países que desrespeitam normas trabalhistas. Aconteceu de novo nesta terça-feira (20), quando o Brasil foi incluído em uma lista preliminar, divulgada pela Comissão de Aplicação de Normas e publicada na página da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Hotelaria e Gastronomia de Gramado, Rodrigo Callais, a denúncia é reflexo dos inúmeros ataques que os direitos trabalhaistas e as organizações sindicais vêm sofrendo nos últimos anos. Ele cita como exemplo a chamada “Reforma Trabalhista”, que destruiu direitos, fragilizou as relações trabalhistas e não gerou empregos como prometim.
SINDICATOS ATACADADOS
Trata-se de uma lista de países suspeitos de violar convenções internacionais. No caso do Brasil, a Convenção 98 da OIT, que trata do direito de sindicalização e de negociação coletiva. Essa convenção foi ratificada pelo Brasil em 1952 – é uma das 80 assinadas pelo país, integrante da OIT desde sua origem, em 1919. Peritos veem incompatibilidade entre essa norma e a “reforma” da legislação trabalhista de 2017, que flexibilizou direitos.
REDUÇÃO DE DIREITOS
A relação divulgada hoje é a chamada long list, a lista maior, que requer investigação. Dependendo do resultado, os países podem passar para a short list. Em 2019, por exemplo, o Brasil entrou na chamada “lista curta”, uma relação de 24 países violadores de normas. Com isso, repetiu o feito do ano anterior.
A origem é a mesma: a “reforma” trabalhista implementada em 2017. Mas o Brasil já vinha sendo observado até mesmo antes da Lei 13.467, sob a suspeita de que o princípio do negociado pode prevalecer sobre a legislação, mesmo reduzindo direitos.
A “lista curta” será analisada em junho, quando a OIT realizará a sua 109ª Conferência. O evento não pôde ser realizado em 2020, devido à pandemia de covid-19. A conferência reúne representantes de governos, trabalhadores e empregadores dos 187 países-membros.
FONTE: RBA


O presidente do Sindicato, Rodrigo Callais, reforça a preocupação: “estamos dependendo muito do êxito da vacinação em massa para que possamos retomar a normalidade das nossas vidas, a economia, os empregos; e para isso é fundamental que todos sejam devidamente imunizados com as duas doses, e o mais rápido possível. Infelizmente ainda está muito lento o processo de imunização no Brasil”.
O Senado aprovou a proposta da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) que determina o afastamento da gestante do trabalho presencial durante a pandemia, para proteger essas mulheres da contaminação pelo coronavírus.
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Trabalhadores e empresários do setor Hoteleiro e da Gastronomia de Gramado, Canela e região, mais uma vez unem suas forças em favor de quem mais precisa com o lançamento da campanha “A FOME NÃO ESPERA”.

Após semanas de negociações e diálogo intenso com o setor patronal, o Sindicato dos Trabalhadores em Hotelaria e Gastronomia de Gramado firmou um acordo coletivo cujo objetivo principal é a manutenção dos empregos da categoria durante os períodos mais críticos da pandemia. Além disso, o Sindicato segue lutando para que o governo federal implemente o mais rápido possível o programa que complementa salários e apoia as empresas nestes momentos nos quais a economia tem de parar para conter a gravidade da doença e as mortes.