Na tarde desta segunda-feira, 09 de junho, o Sintrahg realizou a entrega oficial dos prêmios da campanha “Maio Premiado”, promovida em homenagem ao mês do trabalhador. A iniciativa sorteou diversos brindes entre os associados que compareceram à sede do sindicato ao longo do mês de maio para utilizar benefícios ou renovar sua carteirinha.
O sorteio foi realizado no início de junho, com transmissão ao vivo pelas redes sociais, e os vencedores foram recebidos na sede do sindicato para retirar seus prêmios, em um clima de celebração e reconhecimento.
Confira os associados premiados:
TVs de 32 polegadas • Bruno Barbosa dos Santos – Pizzaria Cara de Mau • Julio César Rossa – Hotel Colline de France
Air Fryers • Pamela Paola Ferreira – Lancheira da Rodoviária • Tarcísio Ferreira da Silva – Snowland Participações
Vales-gás • Amanda Braga Correa da Silva • Marcilene de Sá Silva • Francisco de Assis da Silva • Alex Mendes dos Santos • Jenifer de Jesus da Rocha • Tábatha Gabriel de Flor • Simone Martins Silva • Ronaldo Ramos Andreatta • Loerci Antônio Cândido Ribeiro • Daniely Silva Cabral
A campanha foi mais uma ação do Sintrahg para valorizar seus associados e estimular o uso dos benefícios oferecidos pelo sindicato, além de reforçar o vínculo da entidade com os trabalhadores e trabalhadoras da hotelaria e gastronomia de Gramado.
“Mais do que prêmios, essa campanha foi uma forma de mostrar que o sindicato está presente, ativo e comprometido com a categoria. Parabéns a todos os ganhadores e obrigado a cada associado que participou!”, destacou a direção do Sintrahg.
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A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 voltaram ao centro do debate legislativo nesta segunda-feira (9), durante audiência pública realizada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal. Representando a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio Grande do Sul (CTB-RS), o presidente Guiomar Vidor defendeu com veemência mudanças estruturais no modelo de organização do trabalho no país, destacando os impactos negativos das longas jornadas sobre a saúde física e mental da classe trabalhadora.
Convocada pelo senador Paulo Paim (PT-RS), a audiência discutiu propostas como a PEC 148/2015, que prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, podendo chegar a 36 horas, sem redução salarial. Paim ressaltou que o Brasil precisa acompanhar uma tendência internacional por mais equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, mencionando experiências exitosas em países como Islândia, Bélgica, Chile e Reino Unido.
Guiomar Vidor apresentou dados alarmantes sobre a realidade do trabalho no Brasil, especialmente no setor de comércio e serviços. “A classe trabalhadora está adoecida. A rotina de jornadas extensas e a escala 6×1 são desumanas, impedem o convívio familiar, o descanso, a qualificação profissional e estão diretamente ligadas ao aumento de doenças ocupacionais e transtornos psíquicos”, afirmou.
Segundo o dirigente, o modelo atual de jornada contribui para uma rotatividade de 60% ao ano no comércio e serviços, refletindo o esgotamento dos trabalhadores e a dificuldade das empresas em manter seus quadros. Vidor ainda destacou que mais de 30% dos trabalhadores sofrem com burnout, depressão, ansiedade e outros distúrbios relacionados ao excesso de trabalho, o que impacta negativamente o PIB em cerca de 3,5% e gera mais de 500 mil afastamentos anuais, sobrecarregando a Previdência e onerando as empresas.
Crítica à Reforma Trabalhista e à escala 6×1
Guiomar também fez duras críticas à Reforma Trabalhista de 2017, que segundo ele promoveu uma “regressão civilizatória” ao facilitar contratos precários, como trabalho intermitente e jornadas de 12×36, além de flexibilizar direitos historicamente conquistados. “Hoje vivemos um cenário de profunda precarização, que amplia desigualdades e compromete o futuro do trabalho digno”, destacou.
A fala do presidente da CTB-RS reforçou ainda o recorte de gênero da discussão. Ele lembrou que as mulheres representam mais de 50% da força de trabalho e são responsáveis por metade dos lares brasileiros, enfrentando dupla ou tripla jornada. Para Vidor, a redução da jornada legal e a adoção de uma escala 5×2, no máximo, são medidas viáveis e urgentes, com potencial de promover inclusão, gerar empregos e elevar a produtividade.
Necessidade de diálogo nacional
Guiomar finalizou sua participação defendendo que o governo federal assuma a responsabilidade de liderar o debate, convocando empresários, trabalhadores e sociedade para construir consensos que modernizem as relações de trabalho sem sacrificar a saúde e a dignidade dos trabalhadores.
“Chegou a hora de avançarmos. A redução da jornada é uma pauta civilizatória, uma resposta à crise da saúde mental nas empresas e uma medida de estímulo à geração de empregos. Precisamos de uma nova lógica produtiva que valorize a vida”, concluiu.
Com o objetivo de fomentar o acesso à cultura e criar um espaço de encontro e reflexão para a classe trabalhadora, o Sindicato dos Trabalhadores em Hotelaria e Gastronomia de Gramado (SINTRAHG) está lançando o Cineclube do Trabalhador. A iniciativa prevê a exibição mensal de filmes gratuitos, abertos à comunidade.
A estreia está marcada para o dia 28 de abril, às 18h30, no auditório do SINTRAHG, com a exibição do filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A sessão será gratuita e aberta ao público.
De acordo com a direção do sindicato, o cineclube busca aproximar os trabalhadores da produção cultural, além de oferecer um momento de lazer e troca de ideias. “Queremos que esse seja um espaço onde os trabalhadores possam se ver, se ouvir e se reconhecer também por meio da arte”, afirma o presidente do SINTRAHG, Rodrigo Callais.
As sessões ocorrerão uma vez por mês, sempre com filmes que dialoguem com questões sociais, humanas e trabalhistas. Após as exibições, haverá espaço para bate-papo e troca de impressões entre os participantes.
Mais informações sobre horários e local da exibição serão divulgadas nas redes sociais e canais oficiais do SINTRAHG.
Na manhã desta sexta-feira (11), dirigentes da CTB RS participaram de um importante encontro com a ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Delaíde Alves Miranda Arantes, realizado em Porto Alegre. A reunião teve como foco principal o debate sobre temas centrais para a classe trabalhadora e o fortalecimento do diálogo entre o movimento sindical e o judiciário trabalhista.
Durante a conversa, foram abordadas questões fundamentais, como a visão do TST sobre o Tema 935, que trata sobre a Contribuição Negocial. Também estiveram em pauta os desafios da regulamentação do trabalho por aplicativos, a consulta pública aberta pelo TST sobre os limites da terceirização e da pejotização, além da necessidade de fortalecimento da Justiça do Trabalho e sua aproximação com as entidades representativas da classe trabalhadora.
“Avaliamos como extremamente positivo o encontro. Além de esclarecedor, ele representou um passo importante na aproximação entre o Judiciário trabalhista e as organizações sindicais”, afirmou Guiomar Vidor, presidente da CTB RS. Também participaram da reunião os dirigentes da central Fernando Lemos, Cris Carneiro, Sérgio Poleto, Sérgio de Miranda e Rodrigo Callais
A CTB RS reforça seu compromisso em manter o diálogo permanente com todas as instituições que impactam diretamente a vida dos trabalhadores e trabalhadoras, defendendo direitos, lutando por avanços e por uma sociedade mais justa.
O Sindicato dos Trabalhadores em Hotelaria e Gastronomia de Gramado, Sintrahg, obteve uma importante vitória na Justiça do Trabalho, que assegura aos trabalhadores de uma empresa local, Chocolate Lugano, com contratos ativos, a regularização de depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) que estavam em atraso. no total, a ação deve ultrapassar R$ 100 mil.
Conforme estabelecido em acordo homologado judicialmente, a empresa reclamada deverá efetuar o depósito de todas as parcelas de FGTS ainda não quitadas no prazo de até 12 meses, contados a partir da celebração do acordo. Estão abrangidas todas as parcelas não depositadas desde o início do contrato de cada trabalhador até fevereiro de 2025.
A regularização dos valores será feita de forma escalonada, com prioridade para os empregados com contratos mais antigos. A cada mês, a empresa deverá realizar depósitos proporcionais ao total devido, garantindo uma distribuição justa e progressiva da quitação dos débitos.
Além disso, a empresa se comprometeu a apresentar mensalmente comprovantes dos depósitos realizados, que serão enviados diretamente ao advogado da parte reclamante, no e-mail designado para esse fim.
Caso a empresa descumpra o cronograma estabelecido, o acordo prevê a possibilidade de execução judicial das diferenças e aplicação de multa sobre o valor a ser executado.
Para o Sintrahg, a decisão representa uma conquista significativa na defesa dos direitos dos trabalhadores da categoria, reafirmando o compromisso do sindicato com a proteção e valorização dos profissionais de hotelaria e gastronomia.
A noite do dia 27 de março de 2025 foi de celebração e compromisso para o Sintrahg (Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Gramado), que realizou o Jantar de Posse da sua nova diretoria para o mandato 2025-2029. O evento, realizado no Hotel Laghetto Toscana, superou as expectativas ao reunir quase 120 pessoas, em uma demonstração do prestígio e da relevância da entidade para a categoria.
A solenidade marcou não apenas a continuidade de uma gestão jovem e atuante, mas também a ampliação da participação feminina na direção do sindicato. Com um terço da diretoria renovada e maior participação de mulheres, a nova gestão reflete o compromisso com a inclusão e a representatividade no movimento sindical.
O evento contou com a presença de diversas autoridades sindicais e políticas, que reforçaram a importância do sindicato para os trabalhadores de Gramado. O primeiro presidente do Sintrahg, José Alzemiro da Silva, o “Zé da Kombi”, relembrou a trajetória da entidade e destacou as conquistas ao longo dos seus 36 anos de existência, incluindo serviços essenciais oferecidos aos associados, como assistência jurídica, convênios e benefícios que fazem a diferença no dia a dia da categoria.
Mais mulheres e mais juventude na luta sindical
Guiomar Vidor, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no RS, CTB-RS e da Federação dos Comerciários do RS, Fecosul, ressaltou a importância da renovação política dentro do movimento sindical, celebrando a juventude do presidente reeleito: “Temos aqui um sindicato que se fortalece ao trazer e manter para a sua direção um jovem comprometido com a luta dos trabalhadores. Rodrigo Callais representa essa nova geração que continua o trabalho de quem veio antes, mas com um olhar renovado para os desafios atuais, comemora”.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canela, Ana Carolina Benetti, reforçou esse ponto ao destacar a trajetória sindical de Rodrigo e sua atuação na CTB Jovem: “É motivo de orgulho ver um jovem de Gramado representando tão bem os trabalhadores em instâncias nacionais. Essa renovação garante que a luta sindical continue forte, adaptada aos novos tempos, mas sem perder suas raízes”, diz.
A ampliação da presença feminina na nova diretoria foi um dos pontos mais celebrados da noite. A ex-vereadora de Porto Alegre, Abigail Pereira, destacou a importância dessa conquista: “Ter mais mulheres na gestão do sindicato não é apenas uma questão de representatividade, mas de fortalecimento da luta por direitos. As mulheres devem estar onde quiserem, e hoje estão aqui, lado a lado, organizando a categoria e enfrentando desafios históricos, como a luta pela redução da jornada de trabalho e melhores condições para os trabalhadores da hotelaria e gastronomia.”
Já o presidente da Federação dos Empregados no Comércio Hoteleiro, Restaurantes, Bares e Similares do RS, FECHRS-RS, Jair Ubirajara da Silva, entregou os diplomas aos membros da nova diretoria, reforçando a importância do sindicato para a categoria e para o desenvolvimento do setor em Gramado: “A cidade cresce porque tem trabalhadores que fazem o turismo acontecer. O sindicato tem um papel essencial na defesa desses profissionais, garantindo que sejam valorizados e respeitados.”
Após a diplomação, o último a falar foi o presidente reeleito, Rodrigo Callais, que destacou seu compromisso com a categoria, reafirmando propostas assumidas durante o processo eleitoral e a luta por melhores condições de trabalho. “Seguiremos lutando por valorização salarial, pela garantia e ampliação de direitos, por um sindicato moderno, atuante, cada vez mais conectado com as reais necessidades dos trabalhadores e das suas famílias.”
Ele também ressaltou a importância da mobilização e do diálogo constante. “Vamos manter a porta do sindicato sempre aberta. Essa é a casa do trabalhador e da trabalhadora. O Sintrahg não é apenas um sindicato de Gramado, é parte viva de um projeto de país mais justo e igualitário.”
O Jantar de Posse foi, acima de tudo, uma noite de celebração, união e reafirmação do compromisso com a categoria do setor de Hotelaria e Gastronomia de Gramado. Agora, a nova equipe diretiva inicia seu mandato com a missão de seguir fortalecendo a entidade e garantindo que a voz dos trabalhadores continue sendo ouvida e respeitada.
Nesta quarta-feira (19), a CTB RS esteve presente em uma das maiores mobilizações do campo no estado, reafirmando seu compromisso com a luta dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. O 11º Grito de Alerta, organizado pela FETAG-RS e pela Macro Regional Missões Fronteira Noroeste, reuniu cerca de seis mil agricultores e agricultoras no centro de São Luiz Gonzaga, exigindo soluções para questões cruciais que afetam a agricultura familiar. A central, representada por seu diretor Rodrigo Callais e por diversas lideranças cetebistas, reforçou o apoio às principais pautas da mobilização.
A prioridade das lutas esteve centrada em: Securitização das dívidas agrícolas, aliviando o endividamento que sufoca milhares de famílias rurais; Revogação das resoluções do Proagro, que dificultam o acesso dos agricultores à proteção contra perdas climáticas; Melhoria no atendimento previdenciário, garantindo agilidade e justiça na concessão de direitos e benefícios aos trabalhadores do campo.
Rodrigo Callais destacou a importância da mobilização: “A CTB RS se une a essa luta porque entende que a agricultura familiar é um pilar essencial da economia gaúcha e nacional. Não podemos aceitar que nossos agricultores enfrentem dificuldades sem respostas do poder público. A securitização das dívidas, o acesso ao Proagro e a melhoria no atendimento previdenciário são questões urgentes que precisam de ação imediata.”
A força da mobilização
Durante o evento, dirigentes sindicais realizaram audiências com bancos e o INSS, levando as reivindicações diretamente às instituições responsáveis. Além disso, ocorreram atos simbólicos, como o trancamento do trevo de acesso à cidade e uma passeata pelas ruas centrais, mobilizando toda a comunidade e chamando a atenção das autoridades para a urgência das demandas.
A diretora da FETAG-RS, Lerida Pivoto Pavanelo, ressaltou a grave situação previdenciária enfrentada pelos agricultores: “Estamos vendo nossos agricultores esperarem até seis meses por um auxílio-doença. Isso é inaceitável! Precisamos de respostas ágeis, para que a agricultura familiar não continue sendo prejudicada.”
Já o coordenador da Macro Regional Missões Fronteira Noroeste, Márcio Roberto Langer, enfatizou a importância da mobilização: “O Grito de Alerta é um símbolo da luta da agricultura familiar. Quando campo e cidade se unem, conseguimos avançar e garantir direitos essenciais.”
O presidente da FETAG-RS, Carlos Joel da Silva, também reforçou a necessidade de urgência: “Estamos aqui para mostrar que a agricultura familiar não pode mais esperar. Se não tivermos respostas até abril, voltaremos às ruas com ainda mais força.”
CTB RS segue na luta!
A CTB RS reafirma seu compromisso com os agricultores familiares, defendendo políticas públicas que garantam um campo mais justo, produtivo e sustentável. O 11º Grito de Alerta foi um marco na mobilização e deixou claro que, se as demandas não forem atendidas, a pressão sobre os governos será intensificada.
Nesta terça-feira, 18 de março, Porto Alegre foi palco de uma expressiva manifestação organizada por diversas centrais sindicais, incluindo a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). O ato teve como principais pautas a redução da taxa de juros e a diminuição da jornada de trabalho, reivindicações que buscam melhorar as condições de vida dos trabalhadores e fomentar o desenvolvimento econômico do país.
A concentração dos manifestantes ocorreu às 8h em frente ao Colégio Júlio de Castilhos, carinhosamente conhecido como “Julinho”. De lá, os participantes seguiram em caminhada até a sede do Banco Central, localizada no Centro Histórico da capital gaúcha, onde o ato principal teve início às 11h.
Com faixas e cartazes, os manifestantes expressaram sua insatisfação com a atual taxa básica de juros (Selic), fixada em 13,25% ao ano. Eles argumentam que esses juros elevados encarecem o crédito, dificultam investimentos e, consequentemente, a geração de empregos. Além disso, a redução da jornada de trabalho foi destacada como uma medida essencial para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, permitindo um equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Rodrigo Callais, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Hotelaria e Gastronomia de Gramado (Sintrahg) e dirigente da CTB, destacou as três grandes lutas do movimento sindical para 2025: a redução da jornada de trabalho e o fim da escala seis por um, garantindo mais qualidade de vida aos trabalhadores; a ampliação da isenção do imposto de renda até R$ 5 mil; e a redução da taxa de juros, considerada uma das mais altas do mundo, que compromete investimentos e o crescimento econômico. “A cada 1% a mais na taxa de juros, são 50 bilhões de reais a menos no orçamento público, dinheiro que poderia ser investido na saúde e na educação. Precisamos de um novo projeto nacional de desenvolvimento baseado na reindustrialização, geração de empregos e renda”, afirmou Callais, reforçando a necessidade de unidade entre trabalhadores e estudantes na luta por um país mais justo.
Este ato integrou o “Dia Nacional de Mobilização Menos Juros, Mais Empregos”, uma iniciativa que ocorreu simultaneamente em diversas cidades do país. Em São Paulo, trabalhadores se reuniram na Avenida Paulista em frente à sede do Banco Central. Já em Brasília, a manifestação ocorreu diante do Congresso Nacional, reunindo diversas categorias profissionais.
As centrais sindicais enfatizam que a luta por juros mais baixos e por melhores condições de trabalho continuará. Novas mobilizações e diálogos com o governo e parlamentares estão sendo planejados para assegurar que as demandas dos trabalhadores sejam ouvidas e atendidas.
A CTB RS reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores e seguirá firme na luta por uma economia mais justa e inclusiva.
A luta histórica da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) por justiça fiscal acaba de conquistar uma importante vitória. O governo federal anunciou o Projeto de Lei com a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil, um avanço significativo na busca por um sistema tributário mais justo e equitativo.
A CTB RS sempre defendeu que o peso dos impostos no Brasil recai desproporcionalmente sobre os trabalhadores, enquanto os mais ricos continuam se beneficiando de isenções e brechas fiscais. “A tributação sobre a renda do trabalhador sempre foi um fardo injusto, e essa medida é um grande avanço na direção de uma reforma tributária mais progressiva”, destacou o presidente da CTB RS, Guiomar Vidor.
“Essa conquista também é resultado da mobilização sindical e das entidades representativas dos trabalhadores, que pressionaram o governo. Se cgaratirmos a aprovação da nova regra, milhões de brasileiros deixarão de pagar um imposto que antes comprometia parte significativa de seus salários”, completou Vidor.
Exemplos de impacto para diferentes categorias de trabalhadores:
Professores da rede pública e privada: Um professor que recebe R$ 4.800 por mês deixará de pagar cerca de R$ 215 de Imposto de Renda, garantindo um aumento real no seu poder de compra.
Enfermeiros e técnicos de enfermagem: Um enfermeiro com salário de R$ 4.500, que antes tinha um desconto médio de R$ 175 para o IR, agora terá esse valor integralmente disponível.
Trabalhadores do setor de limpeza e manutenção: Para um supervisor de equipe que recebe R$ 4.200, a economia mensal pode chegar a R$ 140, o que significa um alívio no orçamento familiar.
Motoristas de aplicativos e transporte público: Com uma renda mensal de R$ 5 mil, um motorista que antes destinava cerca de R$ 290 para o Imposto de Renda agora poderá investir esse valor no sustento da família.
Metalúrgicos e operários da indústria: Um trabalhador da indústria que recebe R$ 4.700 verá uma economia de aproximadamente R$ 200 por mês, permitindo mais investimento no bem-estar da família.
Vendedores e comerciários: Para um vendedor do setor varejista com renda de R$ 4.600, a isenção do IR representa um acréscimo de cerca de R$ 180 no seu salário líquido, o que pode significar uma melhoria no padrão de vida.
Segurança privada e vigilantes: Um vigilante com salário de R$ 4.900 antes tinha um desconto médio de R$ 250, valor que agora permanecerá no seu bolso, ajudando no custeio de despesas familiares.
Além disso, de acordo com os cálculos apresentados, a nova política de isenção e descontos progressivos impactará diretamente a forma como os impostos são cobrados:
Quem ganha a partir de R$ 7.000 não será beneficiado pelo desconto. Para esses contribuintes, segue a aplicação da tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física). No entanto, esse grupo passará a pagar um pouco menos, pois a tabela atualmente em vigor será ajustada ainda em 2025.
O ajuste decorre do fato de que a primeira faixa da tabela do IRPF está vinculada atualmente ao valor do salário mínimo, que passou em 2025 de R$ 1.412 para R$ 1.518.
Esses são apenas alguns exemplos de categorias que serão diretamente beneficiadas pela medida, garantindo mais dignidade e poder aquisitivo aos trabalhadores.
A CTB RS reafirma seu compromisso em continuar lutando por uma política tributária mais justa, que beneficie os trabalhadores e reduza a desigualdade social no país. A entidade segue atenta e mobilizada para garantir que novos avanços sejam conquistados em prol da classe trabalhadora.
Agora, segundo Vidor, a luta se concentra no Congresso Nacional, que precisa aprovar a proposta para que essa conquista se torne realidade para milhões de brasileiros. A CTB seguirá pressionando parlamentares e mobilizando a sociedade para garantir que essa vitória seja consolidada.
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio Grande do Sul (CTB RS) reforça a necessidade de o governador Eduardo Leite decidir pela isenção do ICMS nos produtos da cesta básica, seguindo o exemplo do governo federal, que zerou os impostos sobre esses itens essenciais para o povo brasileiro.
Na semana passada, a bancada do PT/PCdoB enviou um ofício ao governador solicitando a redução da alíquota do ICMS sobre alimentos básicos e voltou a cobrar uma resposta durante a Sessão Plenária da Assembleia Legislativa. A reivindicação é para que o Executivo estadual adote medidas concretas para aliviar o peso da inflação sobre a população, especialmente em um período de dificuldades econômicas e recuperação pós-enchentes.
A CTB RS ressalta que a manutenção da alíquota de 7% sobre itens como arroz, feijão, frango, café e farinha impacta diretamente a classe trabalhadora, que já enfrenta desafios diários para garantir uma alimentação digna. “É fundamental que o governador Eduardo Leite assuma sua responsabilidade e contribua para a redução do preço dos alimentos, zerando a alíquota do ICMS da cesta básica. Essa medida é essencial para garantir melhores condições de vida à população gaúcha”, afirma o presidente da CTB RS, Guiomar Vidor.
A Central reforça que, diante da crise econômica e dos impactos das catástrofes climáticas recentes, é imprescindível que o governo do Estado adote medidas de alívio imediato para os trabalhadores e trabalhadoras, garantindo acesso a alimentos a preços justos.
O projeto de lei 597, protocolado em 2023 na Assembleia Legislativa, prevê a ampliação da isenção do ICMS para produtos básicos e segue em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A CTB RS destaca que a adesão do governo estadual à isenção é um passo fundamental para combater a fome e fortalecer a economia do Rio Grande do Sul.
A entidade seguirá pressionando o Executivo para que atenda às demandas da população e adote medidas efetivas em prol da segurança alimentar dos gaúchos e gaúchas.